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Berimbau

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

HUH: o trono mágico e as sete boléias - II

Capítulo II
O PÓS-COMEÇO INICIAL: PRÉVIA DO MEIO

À espera de algo ele estava. Algo mágico, algo miraculoso: algo mirabolante, era isso. Porém não sabia o que estava esperando, apenas esperava. E já havia nove meses. Parecia mulher grávida, mesmo. Então chegou. E chegou sem chegar. Era o sinal. Johnny Mcdust, o garoto das sombras. Ele fora à cidade montanhesca à procura de um inimigo desenfreado. Mas encontrou apenas restos do que haveria de ser o anúncio daquilo que estava por vir. E que viria mesmo, amigos. HEY!, ISTO NÃO É NADA LEGAL, COMPANHEIROS! bradava o infante à procura dos destemidos brasilienses.
A cidade era outra. Sim, rumaram para o norte à esquerda. Não, não era o norte original, era o canhoto! E eles foram. Chegaram, então, a uma singela cidade campineira. CARA, ACHO QUE ESTAMOS EM CAMPINAS dizia Kira a seu amigo Go que, de pronto, respondeu CAMPINUXA!
Era Campinas! A velha Campinas! A cidade cor-de-rosa! A cidade feliz! A Campinas! Eles sabiam o que era Campinas: era a cidade feliz. E todos estavam bem alegres. Menos o pobre eqüino, que era homossexual. A busca haveria de ser feita, e seria mesmo. Os jovens pimpolhos de pais pródigos dirigiram-se ao PUB da pequena cidade, onde encontraram um ser bizarro. CARA, QUE SER BIZARRO! disse Kira ao ser bizarro. É...ESSE É MEU NOME! disse o Sr. Ser Bizarro entoando uma bela canção campineira logo após.
Os jovens divertiam-se muito! O pernil estava na brasa brasil! Mas nem tudo eram flores na escadaria da fama. Logo SR. Ser Bizarro tratou de pôr os ases na mesa. FODEU, CARA, TUDO MENOS OS ASES!!! Kira estava preocupado. Tirou, rapidamente, sua escova peptídica e limpou os ases com um valete mágico. O valete enraiveceu-se e destruiu metade da cidade. Ninguém entendeu direito que porra havia ocorrido - nem eu!
Sr.Ser Bizarro mostrou-se comovido com a empreitada de nossos heróis e decidiu guiá-los à gruta campineira da perdição. Os heróis não acharam nada bacanosa a idéia e foram tomar tubaína em uma pequena venda cor-de-abóbora. Tomaram. Tomaram tudo. Ao fim da tomada, a abóbora surgiu. HEHEHEH, É A ABÓBORA! Kira estava ansioso. DIGA-NOS A VERDADE! disse o cavalo, bêbado. TUDO BEM, MALANDRINHOS, CONTAR-LHES-EI TUDO O QUE SEI. MAS EXIJO DUAS PATACAS DE AZEITONA PARA MEUS FILHOS. Kira fez-se de rogado por um instante mas consentiu: deu as patacas à pobre abóbora.
Horas se passaram desde então. A abóbora era boa, muito boa. Deu um belo doce após a história. Os heróis sabiam o paradeiro daquele que poderia lhes dizer o que precisavam saber. CARA, TENHO FOME. Kira aparentava estar com fome. E não havia pernil. Quiçá uma banana d'água em uma garrafa. Mas não um pernil. OI, POSSO AJUDAR disse um gordo a eles. PODE, CARA! e Kira matou o gordo e comeu.
Seis horas da manhã. Amanhecera em Itapoã. João barriga de Siri comprava legumes de um corno manso quando seus emissários lhe enviaram a seguinte notícia em um cesto-corado: ÂNTEMO BRUACO! ÂNTEMO BRUACO! João não acreditara no que seus ouvidos acabavam de ler. O ântemo. Aquele, o desenfreado. E com um gringrolho! Não pode ser! O ÂNTEMO, CARALHO!!! disse João a uma velhinha sensualíssima. A velhinha ficou feliz e suicidou-se atrás de um lago.
Até agora Kira e Go apenas comiam, nada faziam de útil. GO, É CHEGADA A HORA! A GUERRA ESTÁ PRESTES A COMEÇAR E NÓS SÓ PERDEMOS AMIGOS! DEVEMOS CHEGAR A FATEC O QUANTO ANTES! E dirigiram-se à macota taba lambida pelo igarapé Tietê .
Erraram o caminho e chegaram a Sorocaba. CARALHO, MANO, SOROCABA! disse Said, o menino lesma. Said fora encontrado numa barraca de cachorro-quente, morto. Porém, agora estava vivo, e os ajudava. CARA, NÃO HÁ NADA EM SOROCABA! VAMOS SAQUEAR ALGUMAS CASAS E RUMAR PARA A FATEC! Kira mal acabou de dizer isso e Go já contabilizava 12 casas saqueadas e 37 mendigos recrutados em seu saldo.
Tudo parecia estar correndo nos conformes. Parecia. Mas não estava. Estava saindo dos conformes. Saindo pela margem esquerda. Pela margem canhota. MERDA, MALDITOS CONFORMES! dizia Kira ao ver o que estava por vir.
CARALHO, MANO, FODEU!!! disse Said, achando que fodeu. E, meus caros companheiros de bebedeira, parecia ter fodido mesmo!

Filosofia do dia

"Gosto é igual a arroz e feijão: enquanto uns comem arroz, outros comem lasanha"

Dalson

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

HUH: o trono mágico e as sete boléias

Capítulo I
O COMEÇO DO INÍCIO

Kira foi à floresta. Não havia floresta. Não havia nem uma face. Mas havia um garoto. Ele veio com seu capuz e disse OLÁ AMIGUINHO. Nisso, uma cidade rompeu-se em prantos súbitos e anunciou a vinda de uma nova era, de uma nova refeição. Ele estava lá, era Go. ESTOU AQUI, RAPAZES é o que o jovem obeso dizia às plantas verde-amarelas.
Todos dormiam na cidade. Mas era uma cidade escura. Uma cidade bem-iluminada. Era uma cidade, sobretudo. E Kira chegou. Chegou mesmo. E veio com seu amigo desfaceado. QUERO COMER, PORRA dizia o brasiliense à porta do convento. Um negro encapuzado careca sem capuz surgiu por entre as sombras. COMER É O MELHOR PARA PODER CRESCER. Pernil. Muito pernil. Pernil demais para alguém sem face. A morte chegou. Kira estava sozinho na companhia do preto.
ESTOU SOZINHO, CARALHO. AVIÃO! AVIÃO!!! dizia o brasiliense, satisfeito com as laranjas. KIRA LOUCO VARRIDO disse alguém. As orelhas de Kira ficaram em pé. Seria ele? Seu grande cunhado sem ser cunho? Cunho, hehehe. Sim, poderia ser. Kira sabia que poderia. Mas não fazia sentido. Nada fazia sentido.
E eis que o pobre mandrião chegou ao brejo. Estava lá. Um toca-fitas pastoso. Uma merda de um toca-fitas. Uma gravação porca. O sonho acabou. E não havia nada aberto naquele horário. Ele sabia, sabia e sabia. Sabia demais. Levou um tiro na perna por isso. Foi usado no banho, era um sabão.
Tudo estava contra ele naquela noite ensolarada de inverno. O calor derretia pedras. Sim, tudo estava. Mas isso não abateu o jovem jovial, que seguiu adiante. O negro continuava preto, e foi dele que o extrato foi tirado. Rá!, era isso! A conta fora fechada! Maldito banco! Kira estava, enfim, desolado. Não havia mais nada a ser feito. A busca teria de ser interrompida.
QUER SUCO, MEU VELHO? Kira não podia acreditar! Era Go! O gordo! O goma! O go! Sua noite começava a mudar. E mudar para um lugar maior! Go haveria de ajudá-lo em sua empreitada. GO! AVIÃO! Kira estava muito feliz. KIRA, MIGUXO. Go também. Ambos partiram para Campos do Jordão, a fim de averiguar algumas coisas.
Chegaram, enfim. Amigos eram necessários. FAÇAM-SE AMIGOS! disse Go. E fizeram-se. A moita virou em Cavalo e o poste em Daigo. Daigo logo ganhou um upgrade, tornando-se Daigoro. Estava tudo bem, tinham montaria e um peão de obras.
A cidade não era nada amistosa. Logo colhos apareceram. E eram colhos mesmo, não eram de brincadeira não! COLHOS!!! EU DISSE COLHOS!!!! foi o que disse Kira. Os colhos sumiram. Tudo não passara de um susto. Quiçá uma prévia do que estava por vir. E viria. Ah, se viria! E veio no poste. O poste agiganteou-se e virou um ântemo desenfreado.
Amigos, aquilo era mau! Mau a beça! Barbaridade, como era mau! Poderia ser um crinóstono ou, quem sabe, até um barbafúncio espingolado! Mas, não, meus queridos, era um ântemo. E estava desenfreado!!!
Kira sabia o que era um ântemo e, apesar de não saber o que era um ântemo, teve ligeira idéia de como agir. E agiu. Fez o cavalo de pião e rodopiou aos sete ventos gélidos do ântemo. Isso fez com que o ântemo desgringrolhasse. O plano de Kira surtira efeito. Mas um ântemo desenfreado sem gringrolho era ainda pior.
ENGULA O GRINGROLHO! disse Go ao peão mineiro. Este o fez. Gringrolhou-se até bufar! Agiganteou-se tal qual o ântemo. Mas, diferente deste, virou numa explosão e bombou. Era o fim do ântemo. O sacrifício de Daigoro não tivera sido em vão. sacrifício induzido por um gordo. VOCÊ MATOU DAIGORO, CARA! disse Kira, rindo das cores sortidas. HEHEHEHE, PARECE MULHER GRÁVIDA QUANDO MORRE disse Milton, surgindo do nada e indo embora.