HUH: o trono mágico e as sete boléias - II
Capítulo II
O PÓS-COMEÇO INICIAL: PRÉVIA DO MEIO
À espera de algo ele estava. Algo mágico, algo miraculoso: algo mirabolante, era isso. Porém não sabia o que estava esperando, apenas esperava. E já havia nove meses. Parecia mulher grávida, mesmo. Então chegou. E chegou sem chegar. Era o sinal. Johnny Mcdust, o garoto das sombras. Ele fora à cidade montanhesca à procura de um inimigo desenfreado. Mas encontrou apenas restos do que haveria de ser o anúncio daquilo que estava por vir. E que viria mesmo, amigos. HEY!, ISTO NÃO É NADA LEGAL, COMPANHEIROS! bradava o infante à procura dos destemidos brasilienses.
A cidade era outra. Sim, rumaram para o norte à esquerda. Não, não era o norte original, era o canhoto! E eles foram. Chegaram, então, a uma singela cidade campineira. CARA, ACHO QUE ESTAMOS EM CAMPINAS dizia Kira a seu amigo Go que, de pronto, respondeu CAMPINUXA!
Era Campinas! A velha Campinas! A cidade cor-de-rosa! A cidade feliz! A Campinas! Eles sabiam o que era Campinas: era a cidade feliz. E todos estavam bem alegres. Menos o pobre eqüino, que era homossexual. A busca haveria de ser feita, e seria mesmo. Os jovens pimpolhos de pais pródigos dirigiram-se ao PUB da pequena cidade, onde encontraram um ser bizarro. CARA, QUE SER BIZARRO! disse Kira ao ser bizarro. É...ESSE É MEU NOME! disse o Sr. Ser Bizarro entoando uma bela canção campineira logo após.
Os jovens divertiam-se muito! O pernil estava na brasa brasil! Mas nem tudo eram flores na escadaria da fama. Logo SR. Ser Bizarro tratou de pôr os ases na mesa. FODEU, CARA, TUDO MENOS OS ASES!!! Kira estava preocupado. Tirou, rapidamente, sua escova peptídica e limpou os ases com um valete mágico. O valete enraiveceu-se e destruiu metade da cidade. Ninguém entendeu direito que porra havia ocorrido - nem eu!
Sr.Ser Bizarro mostrou-se comovido com a empreitada de nossos heróis e decidiu guiá-los à gruta campineira da perdição. Os heróis não acharam nada bacanosa a idéia e foram tomar tubaína em uma pequena venda cor-de-abóbora. Tomaram. Tomaram tudo. Ao fim da tomada, a abóbora surgiu. HEHEHEH, É A ABÓBORA! Kira estava ansioso. DIGA-NOS A VERDADE! disse o cavalo, bêbado. TUDO BEM, MALANDRINHOS, CONTAR-LHES-EI TUDO O QUE SEI. MAS EXIJO DUAS PATACAS DE AZEITONA PARA MEUS FILHOS. Kira fez-se de rogado por um instante mas consentiu: deu as patacas à pobre abóbora.
Horas se passaram desde então. A abóbora era boa, muito boa. Deu um belo doce após a história. Os heróis sabiam o paradeiro daquele que poderia lhes dizer o que precisavam saber. CARA, TENHO FOME. Kira aparentava estar com fome. E não havia pernil. Quiçá uma banana d'água em uma garrafa. Mas não um pernil. OI, POSSO AJUDAR disse um gordo a eles. PODE, CARA! e Kira matou o gordo e comeu.
Seis horas da manhã. Amanhecera em Itapoã. João barriga de Siri comprava legumes de um corno manso quando seus emissários lhe enviaram a seguinte notícia em um cesto-corado: ÂNTEMO BRUACO! ÂNTEMO BRUACO! João não acreditara no que seus ouvidos acabavam de ler. O ântemo. Aquele, o desenfreado. E com um gringrolho! Não pode ser! O ÂNTEMO, CARALHO!!! disse João a uma velhinha sensualíssima. A velhinha ficou feliz e suicidou-se atrás de um lago.
Até agora Kira e Go apenas comiam, nada faziam de útil. GO, É CHEGADA A HORA! A GUERRA ESTÁ PRESTES A COMEÇAR E NÓS SÓ PERDEMOS AMIGOS! DEVEMOS CHEGAR A FATEC O QUANTO ANTES! E dirigiram-se à macota taba lambida pelo igarapé Tietê .
Erraram o caminho e chegaram a Sorocaba. CARALHO, MANO, SOROCABA! disse Said, o menino lesma. Said fora encontrado numa barraca de cachorro-quente, morto. Porém, agora estava vivo, e os ajudava. CARA, NÃO HÁ NADA EM SOROCABA! VAMOS SAQUEAR ALGUMAS CASAS E RUMAR PARA A FATEC! Kira mal acabou de dizer isso e Go já contabilizava 12 casas saqueadas e 37 mendigos recrutados em seu saldo.
Tudo parecia estar correndo nos conformes. Parecia. Mas não estava. Estava saindo dos conformes. Saindo pela margem esquerda. Pela margem canhota. MERDA, MALDITOS CONFORMES! dizia Kira ao ver o que estava por vir.
CARALHO, MANO, FODEU!!! disse Said, achando que fodeu. E, meus caros companheiros de bebedeira, parecia ter fodido mesmo!
O PÓS-COMEÇO INICIAL: PRÉVIA DO MEIO
À espera de algo ele estava. Algo mágico, algo miraculoso: algo mirabolante, era isso. Porém não sabia o que estava esperando, apenas esperava. E já havia nove meses. Parecia mulher grávida, mesmo. Então chegou. E chegou sem chegar. Era o sinal. Johnny Mcdust, o garoto das sombras. Ele fora à cidade montanhesca à procura de um inimigo desenfreado. Mas encontrou apenas restos do que haveria de ser o anúncio daquilo que estava por vir. E que viria mesmo, amigos. HEY!, ISTO NÃO É NADA LEGAL, COMPANHEIROS! bradava o infante à procura dos destemidos brasilienses.
A cidade era outra. Sim, rumaram para o norte à esquerda. Não, não era o norte original, era o canhoto! E eles foram. Chegaram, então, a uma singela cidade campineira. CARA, ACHO QUE ESTAMOS EM CAMPINAS dizia Kira a seu amigo Go que, de pronto, respondeu CAMPINUXA!
Era Campinas! A velha Campinas! A cidade cor-de-rosa! A cidade feliz! A Campinas! Eles sabiam o que era Campinas: era a cidade feliz. E todos estavam bem alegres. Menos o pobre eqüino, que era homossexual. A busca haveria de ser feita, e seria mesmo. Os jovens pimpolhos de pais pródigos dirigiram-se ao PUB da pequena cidade, onde encontraram um ser bizarro. CARA, QUE SER BIZARRO! disse Kira ao ser bizarro. É...ESSE É MEU NOME! disse o Sr. Ser Bizarro entoando uma bela canção campineira logo após.
Os jovens divertiam-se muito! O pernil estava na brasa brasil! Mas nem tudo eram flores na escadaria da fama. Logo SR. Ser Bizarro tratou de pôr os ases na mesa. FODEU, CARA, TUDO MENOS OS ASES!!! Kira estava preocupado. Tirou, rapidamente, sua escova peptídica e limpou os ases com um valete mágico. O valete enraiveceu-se e destruiu metade da cidade. Ninguém entendeu direito que porra havia ocorrido - nem eu!
Sr.Ser Bizarro mostrou-se comovido com a empreitada de nossos heróis e decidiu guiá-los à gruta campineira da perdição. Os heróis não acharam nada bacanosa a idéia e foram tomar tubaína em uma pequena venda cor-de-abóbora. Tomaram. Tomaram tudo. Ao fim da tomada, a abóbora surgiu. HEHEHEH, É A ABÓBORA! Kira estava ansioso. DIGA-NOS A VERDADE! disse o cavalo, bêbado. TUDO BEM, MALANDRINHOS, CONTAR-LHES-EI TUDO O QUE SEI. MAS EXIJO DUAS PATACAS DE AZEITONA PARA MEUS FILHOS. Kira fez-se de rogado por um instante mas consentiu: deu as patacas à pobre abóbora.
Horas se passaram desde então. A abóbora era boa, muito boa. Deu um belo doce após a história. Os heróis sabiam o paradeiro daquele que poderia lhes dizer o que precisavam saber. CARA, TENHO FOME. Kira aparentava estar com fome. E não havia pernil. Quiçá uma banana d'água em uma garrafa. Mas não um pernil. OI, POSSO AJUDAR disse um gordo a eles. PODE, CARA! e Kira matou o gordo e comeu.
Seis horas da manhã. Amanhecera em Itapoã. João barriga de Siri comprava legumes de um corno manso quando seus emissários lhe enviaram a seguinte notícia em um cesto-corado: ÂNTEMO BRUACO! ÂNTEMO BRUACO! João não acreditara no que seus ouvidos acabavam de ler. O ântemo. Aquele, o desenfreado. E com um gringrolho! Não pode ser! O ÂNTEMO, CARALHO!!! disse João a uma velhinha sensualíssima. A velhinha ficou feliz e suicidou-se atrás de um lago.
Até agora Kira e Go apenas comiam, nada faziam de útil. GO, É CHEGADA A HORA! A GUERRA ESTÁ PRESTES A COMEÇAR E NÓS SÓ PERDEMOS AMIGOS! DEVEMOS CHEGAR A FATEC O QUANTO ANTES! E dirigiram-se à macota taba lambida pelo igarapé Tietê .
Erraram o caminho e chegaram a Sorocaba. CARALHO, MANO, SOROCABA! disse Said, o menino lesma. Said fora encontrado numa barraca de cachorro-quente, morto. Porém, agora estava vivo, e os ajudava. CARA, NÃO HÁ NADA EM SOROCABA! VAMOS SAQUEAR ALGUMAS CASAS E RUMAR PARA A FATEC! Kira mal acabou de dizer isso e Go já contabilizava 12 casas saqueadas e 37 mendigos recrutados em seu saldo.
Tudo parecia estar correndo nos conformes. Parecia. Mas não estava. Estava saindo dos conformes. Saindo pela margem esquerda. Pela margem canhota. MERDA, MALDITOS CONFORMES! dizia Kira ao ver o que estava por vir.
CARALHO, MANO, FODEU!!! disse Said, achando que fodeu. E, meus caros companheiros de bebedeira, parecia ter fodido mesmo!
