As fileiras duplas de ultracentrifugas passaram a funcionar entre dois biombos colocados cerca de trinta centímetros acima do solo, permitindo assim a visão dos pés das centrífugas (suas bases), sem exibir o corpo inteiro das mesmas e possibilitando a monitoração das tubulações de entrada e saída de hexafluoreto de urânio. Até a data de assinatura do acordo quadripartite as ultracentrífugas, que compunham o módulo de quinhentas unidades, ficavam absolutamente à vista de quem adentrasse o prédio onde funcionavam. A necessidade de permitir o controle sem escancarar a tecnologia desenvolvida, nos fez adotar uma solução parecida com a do mictório público francês. A existência de artefatos nucleares de baixa potência com um vetor adequado de lançamento é um poderoso fator inibidor de concentração de forças, não sendo do agrado de paises que têm como opção estratégica a possibilidade de intervenção militar independente da aprovação do Conselho de Segurança da ONU. A recusa dos biombos não deve ser considerada intenção de espionagem industrial americana, pois já desenvolveram excelentes ultracentrifugas para as usinas de enriquecimento que estão construindo. Imaginar que seja repulsa à uma “solução francesa” seria ridículo, por maior que seja o desencanto deles com a França. Depois dos biombos, surgirão outros pretextos.
Feminino de amor. Faz algum sentido. Lembra talvez um coração explodindo. Amoras são frutas romãnticas. São sentimentalistas, quase que inatingíveis. Quando as alcançamos tomam uma postura trágica e, não suportando a invasão de seus sensíveis corpinhos, quase que se desintegram, derramando seu próprio sangue em nossas mãos.